Datas comemorativas e campanhas sociais envolvem criatividade, organização e preparação para obterem bons resultados
Idéias Criativas servem para atrair a atenção do público em campanhas.
Dia do Trabalho, dia da consciência negra, dia da água, dia do meio ambiente, campanha contra a dengue, a lista de datas comemorativas ou de conscientização e o número de campanhas sociais é quase infinito. Uma campanha tem como objetivo passar uma mensagem específica a um público-alvo através de recursos variados, como propagandas nos meios de comunicação, panfletagem, cartazes, mobilizações em caminhadas, passeios, passeatas, entre outros. “As campanhas pressupõem planejamento, metas, pessoal, recursos, mobilização e podem ser bem sucedidas ou não.” Explica o professor Murilo Soares, livre-docente em Sociologia pela UNESP.Já o professor Edemir de Carvalho, o doutor em Sociologia pela UNESP, aponta que as campanhas podem não ser totalmente eficientes. “As campanhas são bem estruturadas, na maioria das vezes, todavia há uma distância entre a boa veiculação das campanhas pelas mídias e a recepção, ou seja, de como a mensagem chega às práticas cotidianas do cidadão.” O professor Murilo explica que uma campanha pode alcançar a população se for bem planejada, e contar, além da divulgação pelos meios de comunicação, com formas mais diretas como visitas, doações, marchas, reuniões e atos públicos. “Os objetivos devem estar ao alcance as pessoas também. Uma mobilização contra a caça às baleias em Bauru tem pouco resultado prático porque as pessoas estão fisicamente e socialmente muito distantes dos baleeiros, por exemplo.”
O secretário do Meio Ambiente de Bauru conta como costuma ser o planejamento de uma campanha. “As campanhas são cada vez mais complexas, dificilmente elas tem um público muito restrito, então nós temos que trabalhar com vários técnicos, biólogos, engenheiros, muitas vezes até economistas, publicitários. Nós temos que fazer um conjunto de esforços e formar um grupo de técnicos de várias áreas, que se possa atingir esse público da melhor maneira possível.”
A estudante de Biologia Ana Luiza Catalano, 19, já ouviu falar em algumas campanhas da prefeitura de Bauru, como a do combate ao trabalho infantil e a semana do meio ambiente, mas confessa que não tem um conhecimento profundo sobre elas. Ana Luiza explica que o impacto das campanhas com que ela entra em contato depende, entre outros as pectos, da forma de divulgação. “Depende bastante da imagem e de como divulgam, e claro, da campanha em si, e se assunto "me move".” Essa imagem e forma de divulgação também são apontadas por Ana Luiza como aspectos que pesam na hora de uma campanha em TV ou panfleto conquistar sua atenção. Para aumentar a efetividade das campanhas Ana sugere pesquisa. Ela sugere pesquisa “sobre a imagem da campanha, o que mais atrai a atenção do público em termos de "design" para cada área. O primeiro contato visual com a campanha é fundamental.”
Para a eficácia, o professor Murilo destaca a discussão de estratégia entre os organizadores. “Precisam planejar os materiais, o tema, a abordagem, as fases, a participação dos meios de comunicação e de entidades parceiras, a duração da campanha e a avaliação dos resultados alcançados. É preciso ser criativo e, se possível, basear-se em algum tipo de levantamento sobre as opiniões correntes das pessoas sobre o tema da campanha.” O professor Edemir encara a difilcudade de eficiência das campanhas como um problema mais profundo. “Quando a população tiver uma educação de qualidade desde a infância, com professores mais preparados e com condições excelentes de trabalho as campanhas não precisarão ter um conteúdo educativo mas sim informativo e indicativo” Conclui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário